Remuneração variável: alternativa interessante aos empregadores durante a pandemia

Não existem dúvidas de que as empresas situadas em território nacional foram economicamente afetadas de forma severa, em razão da pandemia da COVID-19. Diante do atual estado pandêmico, houve um aumento na adesão da remuneração variável pelas unidades empregadoras, opção trazida pela reforma trabalhista de 2017 (Lei 13.467), que alterou o art. 457 da Consolidação das Leis do Trabalho. O motivo: a espécie excepcional de remuneração do trabalhador tem se revelado como uma boa alternativa de redução de custos, minimizando, assim, os prejuízos gerados pela crise sanitária, especialmente na hipótese onde há adoção do regime de home office, em que o controle da jornada de trabalho é dificultado. As remunerações variáveis podem ser oferecidas em diversas modalidades, tais como, metas, bônus, prêmios e participação de lucros, ficando a cargo da empresa aquela que melhor se amolde à operação exercida pelo empregador. Assim, a remuneração variável, além de minorar os gastos com encargos sociais e trabalhistas, permite que o empregado se mantenha motivado, inclinado a atingir os objetivos idealizados pela empregadora, o que tem reflexo direto na produtividade. Porém, para implementar, é preciso planejamento, além de serem traçadas estratégias bem definidas, a exemplo do método a ser utilizado para o controle do desempenho do empregado.

Leave a Comment